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sábado, 8 de junho de 2013

A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra, Robin Sloan



Sinopse:  A recessão econômica obriga Clay Jannon, um web-designer desempregado, a aceitar trabalho em uma livraria 24 horas. A livraria do Mr. Penumbra — um homenzinho estranho com cara de gnomo.
Tão singular quanto seu proprietário é a livraria onde só um pequeno grupo de clientes aparece. E sempre que aparece é para se enfurnar, junto do proprietário, nos cantos mais obscuros da loja, e apreciar um misterioso conjunto de livros a que Clay Jannon foi proibido de ler.
Mas Jannon é curioso...


A leitura de "A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra" (Novo Conceito, R$ 29,90) foi uma experiência muito agradável e singular. Une o que todo bibliófilo ama: um livro sobre livros, livrarias e bibliotecas.

O livro é narrado em primeira pessoa por Clay Jannon, um web designer desempregado que acaba se tornando livreiro de uma livraria 24 horas, cujo nome é A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra. Penumbra é o dono da livraria e um personagem cativante, um dos mais curiosos e impressionantes do livro. Mas, ser livreiro  do Mr. Penumbra não é uma tarefa tão fácil, uma vez que a livraria esconde segredos e Clay não consegue lidar com sua curiosidade.

Assim, Clay tenta durante toda a narrativa desvendar o mistério da livraria, que cada vez fica mais nítido e ao mesmo tempo mais distante.

A leitura é contagiante, li em uma tarde! O livro é muito bem escrito, com ótimas tiradas. Robin Sloan não escreve com amadorismo, sabe o que faz e sabe o que fazer para prender o leitor durante toda a trama. Esta, por sua vez, tem mistério, conspirações, tecnologia, livros e romance, um prato cheio.

Os personagens são bem desenvolvidos, gostei de todos, destacando a Kat Potente, uma das personagens mais nerds de toda a literatura.

A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra mostra como os livros são mais do que aparentam ser, além disso, abre um leque de reflexões sobre a introdução da tecnologia em nossas vidas. O final é simples e gracioso, como uma lição de moral, voltando nossa atenção para o que torna nossas vidas mais significantes.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Anna e o Beijo Francês, Stephanie Perkins



Sinopse da editora:  Anna Oliphant não está nada entusiasmada com a ideia de se mudar para Paris. Porém, seu pai, um famoso escritor norte-americano, decidiu enviá-la para um colégio interno na Cidade Luz. Anna prefere ficar em Atlanta, onde tem um bom emprego, sua fiel melhor amiga e um namoro prestes a acontecer. Mas, ao chegar a Paris, ela conhece Étienne St. Clair, um rapaz inteligente, charmoso e bonito, que além de muitas qualidades, tem uma namorada...
Anna e Étienne se aproximam e as coisas ficam mais complicadas. Será que um ano inteiro de desencontros em Paris terminará com o esperado beijo francês? Ou certas coisas simplesmente não estão destinadas a acontecer?


Anna, a protagonista, é enviada (contra à vontade pelo pai) para um colégio interno em Paris. E é em Paris, a cidade maravilhosa, o local em que Anna descobre o amor, faz amigos e vive a vida, com suas alegrias e desapontamentos.

Anna e o Beijo Francês (Novo Conceito, R$ 24,90) é um YA bem leve e descontraído. Stephanie Perkins não é uma escritora ambiciosa e visionária, sua narrativa é pobre, nada de maravilhosamente bem escrita, mas, ao mesmo tempo é simples e divertida. É o tipo de livro que você termina e pensa "Uau! Que história fofa!". Não tem como não torcer para a amizade de Anna e St. Clair, seu melhor amigo, se tornar algo mais.

No início da leitura pensei que fosse mais um livro com romance açucarado e dramático, mas não é. É fofo e só.

Estou um pouco cansada das protagonistas de romances YA, parece que os pré-requisitos de todas são a insegurança e a chatice. Anna é um pouco insegura, mas não do tipo que dá vontade de matar.

Enfim, o livro é bom  para descansar a mente de leituras mais complexas.

Vou resenhar mais alguns YA que li em janeiro e depois vou dar um tempo nas leituras desse segmento.