"O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive." Padre Antonio Vieira
sábado, 6 de abril de 2013
Sobre a leitura
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Meme: Os 7 Pecados da Leitura
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Kafka e a Boneca Viajante, Jordi Sierra i Fabra
No ano de 1963, Kafka passeava pelo parque Steglitz em Berlim, quando deparou-se com uma garota que chorava sem cessar por sua boneca perdida. A partir disso, Kafka escreveu durante três semanas cartas para a pequena menina, cujo rementente, era ninguém menos que a boneca perdida, que agora viajava pelo mundo.
O relato foi contado por Dora Dymant, esposa do escritor e transformado em um livro singular pelo espanhol Jordi Sierra i Fabra. No entanto, as cartas originais e a própria garota nunca foram encontradas.
Um trecho do livro:
" Ela chorava em pé, desconsolada, tão angustiada que parecia trazer no rosto toda a dor e aflição do mundo.
Franz Kafka olhou para um lado e para outo.
Ninguém notava a menina.
Estava sozinha.
Não sabia o que fazer. As crianças eram um completo mistério, seres de alta periculosidade, um conjunto de risadas e lágrimas alternadas, nervos e energia à flor da pele, perguntas sem fim e exaustão absoluta."
No livro, a menina Elsi perde sua boneca Brígida e o escritor presenciando o choro da criança, percebe o quanto a boneca lhe é importante. Assim, se transforma num carteiro de bonecas, que a cada dois dias entrega à pequena uma carta da boneca que está viajando ao redor do mundo.
As cartas de Brígida são cobertas de sentimentos, escritas não apenas para consolar Elsi, mais também para ensiná-la a lidar com a vida em geral.
" ... quanto a mim, seria incapaz de matar um leão ou um elefante. Totalmente incapaz. Para que destruir uma vida? Esses animais selvagens são tão lindos, Elsi. Tão lindos e nobres em sua liberdade. A natureza é tão pródiga com seus filhos. Às vezes percebo que o mundo é o lugar mais bonito que existe, e vejo a imensa sorte que temos de viver nele..."
Kafka e a Boneca Viajante é um livro delicado e cativante. A história é bem contada e muito bem escrita, com palavras simples carregadas de sentimentalismo.
É um livro perfeito para aqueles dias que precisamos de uma leitura reconfortante, que acalme e emocione.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Bela campanha de incentivo à leitura
sábado, 22 de outubro de 2011
O Meme Literário - Dia 21
Quanto tempo em média você demora para ler um livro?
Eu leio rápido, quando posso e quando quero. Sinto falta dos dias em que não tinha absolutamente nada para fazer, e conseguia ler um livro em uma tarde.
Ultimamente, minha rotina maluca não me deixa com muito tempo livre e acabo lendo menos do que gostaria. Tenho levado em média de cinco a sete dias para concluir uma leitura.
Até a próxima!
terça-feira, 18 de outubro de 2011
O Meme Literário - Dia 18
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
O Meme Literário - Dia 17
Confesso que adquiri O Guardião de Mémorias, de Kim Edwards em 2009 porque gostei muito do título e da capa, ou seja, comprei por livre e espontâneo desejo de comprar.
Lembro que li a sinopse quando cheguei em casa e a achei muito parecida com uma novela da Globo, essa por sua vez, contava a história de dois irmãos separados no nascimento, sendo um deles portador da Síndrome de Down.
No livro, somos apresentados ao Dr. Henry e à Norah, sua esposa. Quando Norah dá a luz, Henry descobre que ela gerou um casal de gêmeos e que a menina é portadora da Síndrome de Down. Então, decidi deixar a menina sob os cuidados da enfermeira e diz a Norah que a criança faleceu.
Henry é um personagem fraco e sem caráter. Além disso, o livro é monótono e cansativo de todas as formas, é muito descritivo, mas não do tipo que tem uma boa descrição, é mal escrito. Demorei meses para concluir a leitura e me desfiz do livro rapidamente.
Até a próxima.
domingo, 16 de outubro de 2011
O Meme Literário - Dia 16
Confira a resenha aqui.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
O Meme Literário - Dia 11
Bagé
Certas cidades não conseguem se livrar da reputação injusta que, por alguma razão, possuem.
Algumas das pessoas mais sensíveis e menos grossas que eu conheço vêm de Bagé, assim como algumas das menos afetadas são de Pelotas.
Mas não adianta. Estas histórias do psicanalista de Bagé são provavelmente apócrifas (como diria o próprio analista de Bagé, história apócrifa é mentira bem-educada), mas, pensando bem, ele não poderia vir de outro lugar.
Pues, diz que o divã no consultório do analista de Bagé é forrado com um pelego. Ele recebe os pacientes de bombacha e pé no chão.
― Buenas. Vá entrando e se abanque, índio velho.
― O senhor quer que eu deite logo no divã?
― Bom, se o amigo quiser dançar uma marca antes, esteja a gosto. Mas eu prefiro ver o vivente estendido e charlando que nem china da fronteira, pra não perder tempo nem dinheiro.
― Certo, certo. Eu...
― Aceita um mate?
― Um quê? Ah, não. Obrigado.
― Pos desembucha.
― Antes, eu queria saber. O senhor é freudiano?
― Sou e sustento. Mais ortodoxo que reclame de xarope.
― Certo. Bem. Acho que o meu problema é com a minha mãe.
― Outro...
― Outro?
― Complexo de Édipo. Dá mais que pereba em moleque.
― E o senhor acha...
― Eu acho uma poca vergonha.
― Mas...
― Vai te metê na zona e deixa a velha em paz, tchê!
* Contam que outra vez um casal pediu para consultar, juntos, o analista de Bagé.
Ele, a princípio, não achou muito ortodoxo.
― Quem gosta de aglomeramento é mosca em bicheira...
Mas acabou concordando.
― Se abanquem, se abanquem no más. Mas que parelha buenacha, tchê. Qual é o causo?
― Bem ― disse o homem ―,é que nós tivemos um desentendimento...
― Mas tu também é um bagual. Tu não sabe que em mulher e cavalo novo não se mete a espora?
― Eu não meti a espora. Não é, meu bem?
― Não fala comigo!
― Mas essa aí tá mais nervosa que gato em dia de faxina.
― Ela tem um problema de carência afetiva...
― Eu não sou de muita frescura. Lá de onde eu venho, carência afetiva é falta de homem.
― Nós estamos justamente atravessando uma crise de relacionamento porque ela tem procurado experiências extra-conjugais e...
― Epa. Opa. Quer dizer que a negra velha é que nem luva de maquinista? Tão folgada que qualquer um bota a mão?
― Nós somos pessoas modernas. Ela está tentando encontrar o verdadeiro eu, entende?
― Ela ta procurando o verdadeiro tu nos outros?
― O verdadeiro eu, não. O verdadeiro eu dela.
― Mas isto tá ficando mais enrolado que linguiça de venda. Te deita no pelego.
― Eu?
― Ela. Tu espera na salinha.
Visitem o blog do Ricardo sobre o Luís Fernando Veríssimo clicando aqui.
Até a próxima!
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
O Meme Literário - Dia 10
Há tempos que quero ler Jonathan Strange & Mr. Norrell, então escolheria ele. É um romance fantástico que mistura a ficção com fatos históricos, publicado no Brasil pela Companhia das Letras, custa R$ 70,00.
Vou colocá-lo na minha Wish List de Natal e esperar pra ver se alguém me dá!
Sinopse retirada do site da editora:
domingo, 9 de outubro de 2011
O Meme Literário - Dia 09
Costumo ficar com todos que compro, até porque sempre gosto de reler meus livros, então, dificilmente me desfaço deles.
Os livros que adquiro e me arrependo troco no sebo de um conhecido, que sempre tem ótimas opções para a troca.
Mas, confesso que tenho alguns livros que não gosto e não troco porque acho a capa bonita, gosto das ilustrações internas, da editora ou de quem fez a tradução.
sábado, 8 de outubro de 2011
O Meme Literário - Dia 08
Depois do Érico, com treze livros, tenho doze da Anne Rice e dez do Saramago. Sonho em ter a obra completa de autores como: Neil Gaiman, Tolkien, Diana Wynne Jones, Saramago, Lemony Snicket e Terry Pratchett.
Até a próxima!
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
O Meme Literário - Dia 07
Até amanhã!
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
O Meme Literário - Dia 06
Meu pai é a principal influência no meu amor pelos livros. Lembro que toda noite me contava uma história e no dia seguinte, me incentivava a criar as minhas e desenhá-las (uma vez que ainda não sabia ler nem escrever), ele também me presenteava semanalmente com livros e eu os guardo com carinho até hoje!
Sempre adorei ganhar livros, através do meu pai conheci as coleções da Disney, os Irmãos Grimm, Hans Christian Andersen, Perrault, Monteiro Lobato, clássicos adaptados, Drummond, Cecília Meireles, Kafka, Albert Camus entre outros.
Quando tinha por volta de dez anos, mamãe me levou pra fazer a primeira ficha de leitura na biblioteca municipal. Fique viciada e meu avô me levava quase diariamente na biblioteca para retirar um novo livro. Lembro de devorar a coleção vagalume, de descobrir a mitologia e suas possibilidades, de ler Pedro Bandeira no tapete da sala, de viajar no mundo de OZ com Dorothy e depois ir até o Centro da Terra com Júlio Verne, lembro de me aventurar pelas linhas de J. K. Rowling, Anne Rice, Jostein Gaarder, Tolkien e C. S. Lewis e de me encantar com cada palavra e me encontrar em cada página lida. Depois de um ou dois anos já havia lido quase todos os livros destinados à minha faixa etária. Então, escolhia livros da sessão “adulta” e novamente meu avô me ajudava, retirando-os para mim.
Com treze anos já conhecia Dostoievski, Machado de Assis, James Joyce, Homero, Clarice Lispector, Erico Veríssimo, Gabriel Garcia Marquez, Fernando Pessoa e muitos outros. Em 2009 terminei o Ensino Médio e não tive dúvidas de que faria Letras, a faculdade ideal para aperfeiçoar meus conhecimentos nas áreas de Literatura, Gramática e Linguística.
É claro que atualmente tenho outro ponto de vista em relação a alguns livros lidos na adolescência, mas na época me acrescentaram muita coisa. Através deles, aprendi tudo o que precisava e continuarei aprendendo até o resto da minha vida. Hoje, aos vinte anos, curso o quarto período da faculdade. Continuo lendo com a mesma paixão e tenho certeza de que a Literatura é essencial para a minha existência.
Obrigada pai!
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
O Meme Literário - Dia 05
Não costumo abandonar nenhuma leitura e quando o livro é muito chato, fico na esperança de que o mesmo contenha algo de bom, nem que seja na última página.
Mas, tem dias que a leitura empaca e não prossegue nem com reza brava. Já abandonei muitos livros, a maioria de Literatura de Autoajuda, Best-Sellers e até alguns clássicos como O Ateneu (vou voltar a ler um dia).
Confesso que tenho preconceito literário para com a Literatura de Autoajuda e o fato de abandonar os livros do gênero, talvez se justifique por eu já ter uma opinião formada de que eles não prestam.
Sempre passo longe dessas prateleiras e quando ganho algum livro do gênero troco no sebo, mas o pior mesmo é aquele parente que sabe do seu amor pela leitura (e acha que você lê qualquer coisa) e te presenteia com autoajuda barata, romances de banca e livrinhos da moda. E depois, como se já não fosse suficiente, diz: Achei o livro a sua cara!
Ninguém merece!
Voltando ao Meme, é difícil quando abandono uma leitura, depende do meu estado de espírito, geralmente persisto até o fim.
Até a próxima!
terça-feira, 4 de outubro de 2011
O Meme Literário - Dia 04
Leio em praticamente todos os lugares: no trabalho (quando não tem chefe), na faculdade, na sala, na cozinha, no meu quarto, no banheiro, no chão... Só não leio no carro, no ônibus e na van porque fico nauseada e com tontura.
Como sou prisioneira da minha própria rotina, quase não tenho tempo para nada, mas sempre arrumo um tempo para ler. Gostaria muito de conseguir ler na van, perco quase três horas diárias dentro de uma!
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
O Meme Literário - Dia 03
Sempre leio resenhas sobre livros que gosto ou que tenho vontade de ler e elas geralmente não me influenciam a ter uma nova opinião sobre o livro. Procuro formar meu ponto de vista a partir da minha própria leitura.
Com as resenhas, descubro não só as várias faces que uma mesma leitura pode ter, mais também coisas que passaram despercebidas quando li o livro.
Mas, tenho meu "filtro" para leituras. Só leio e acompanho blogues que forneçam conteúdo e que tragam posts bem escritos, o que é não é tão fácil de encontrar.
Até a próxima!
domingo, 2 de outubro de 2011
O Meme Literário - Dia 02
Balzac e a Costureirinha Chinesa, Dai Sijie - É a história de três jovens que têm suas vidas modificadas pelo poder da Literatura.
Foi o último livro que li, e uma das minhas melhores leituras de 2011. Confiram a resenha aqui.
Confiram o primeiro dia do Meme aqui.
Até a próxima!
sábado, 1 de outubro de 2011
O Meme Literário - Dia 01
O Estranho Mundo de Zofia e Outras Histórias, Kelly Link











