"O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive." Padre Antonio Vieira
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Emily Brontë
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Jorge Luís Borges

Minha boca pronunciou e pronunciará, milhares de vezes e nos dois idiomas que me são íntimos, o pai-nosso, mas só em parte o entendo. Hoje de manhã, dia primeiro de julho de 1969, quero tentar uma oração que seja pessoal, não herdada. Sei que se trata de uma tarefa que exige uma sinceridade mais que humana. É evidente, em primeiro lugar, que me está vedado pedir. Pedir que não anoiteçam meus olhos seria loucura; sei de milhares de pessoas que vêem e que não são particularmente felizes, justas ou sábias. O processo do tempo é uma trama de efeitos e causas, de sorte que pedir qualquer mercê, por ínfima que seja, é pedir que se rompa um elo dessa trama de ferro, é pedir que já se tenha rompido. Ninguém merece tal milagre. Não posso suplicar que meus erros me sejam perdoados; o perdão é um ato alheio e só eu posso salvar-me.
O perdão purifica o ofendido, não o ofensor, a quem quase não afeta. A liberdade de meu arbítrio é talvez ilusória, mas posso dar ou sonhar que dou. Posso dar a coragem, que não tenho; posso dar a esperança, que não está em mim; posso ensinar a vontade de aprender o que pouco sei ou entrevejo. Quero ser lembrado menos como poeta que como amigo; que alguém repita uma cadência de Dunbar ou de Frost ou do homem que viu à meia-noite a árvore que sangra, a Cruz, e pense que pela primeira vez a ouviu de meus lábios. O restante não me importa; espero que o esquecimento não demore. Desconhecemos os desígnios do universo, mas sabemos que raciocinar com lucidez e agir com justiça é ajudar esses desígnios, que não nos serão revelados.
Quero morrer completamente; quero morrer com este companheiro, meu corpo.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Adeus, Ray Bradbury...
O que me consola é saber que bons escritores nunca morrem, permanecem vivos através de suas obras ao longo dos anos, encantando gerações e conquistando uma legião de leitores.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Luto
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
200 anos de Charles Dickens
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Mark Twain ganha doodle
O doodle, Tom e Huck pintando a cerca
Se você ainda não conhece a obra de Twain, recomendo dar uma olhada no catálogo da editora L&PM, que possui todos os títulos citados nesse post com bons preços e ótimas traduções.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Luis Fernando Veríssimo no programa do Jô
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Filme: O Corvo (The Raven)
Em O Corvo (The Raven), Edgar Allan Poe, interpretado por John Cusack, persegue um assassino que sequestrou sua esposa (Alice Eve) e usa suas obras como inspiração para os crimes.
"A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse os meus ais,
Isto só e nada mais."
(Excerto do poema O Corvo, traduzido por Fernando Pessoa)
Até a próxima!
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Viagem Literária com Flávia Muniz
Confira a resenha de Os Noturnos, o livro mais famoso da autora, no meu último post ou clique aqui.
Os Noturnos, Flávia Muniz
Flávia Muniz é natural de Franca, graduada em Pedagogia escreve para crianças e adolescentes há vinte anos.
Os Noturnos é seu livro mais famoso, sendo classificado como a quarta obra mais lida pela revista Vejinha/SP.
Em Os Noturnos, conhecemos André, um garoto de treze anos apaixonado por mistérios e coisas sobrenaturais.
Próximo a sua casa, existe um parque habitado por vampiros liderados por Hiram, o príncipe do clã. Hiram é apaixonado por Ana Paula (irmã de André) e possui uma rixa com Luke, que é um vampiro rebelde de seu clã.
André realiza um ritual de chamamento retirado de O Livro Proibido dos Vampiros. Assim os vampiros descobrem sua existência e o menino passa por algumas provas até se tornar guardião de Hiram, que é quem lhe explica o motivo da curiosidade que sentia pelo sobrenatural.
Até a próxima!
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Amor de Perdição, Camilo Castelo Branco
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Jim Davis e Garfield
sexta-feira, 22 de julho de 2011
O mundo de Dickens
quarta-feira, 13 de julho de 2011
O poeta do Amazonas











