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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Emily Brontë


Emily Brontë, autora do clássico O morro dos ventos uivantes nasceu em Thornton, no dia 30 de julho de 1818 e faleceu em Haworth, em 19 de dezembro de 1848 com apenas 30 anos, devido ao mal do século, a tuberculose. Era a quinta dos seis filhos de um vigário. Suas irmãs Charllote Brontë (Jane Eyre s2) e Anne Brontë (Agnes Grey) também eram escritoras.

Emily e suas irmãs perderam a mãe muito cedo e foram morar com a tia, que sugeriu ao pai das meninas o colégio interno. Assim, elas passaram a infância no internato onde sofreram maus tratos, eram expostas ao frio e passaram fome. Devido às más condições do internato, duas irmãs de Emily faleceram: Elizabeth e Maria Brontë. Depois disso, o pai resolveu trazê-las de volta para casa.

Muitos críticos dizem que Jane Eyre, de Charlotte Brontë retrata a vida de Emily, seus infortúnios no orfanato e sua profissão de governanta.

O morro dos ventos uivantes, de autoria de Emily, foi publicado um ano antes de sua morte, em 1847 sob o pseudônimo masculino de Ellis Bell. O livro não foi muito bem recebido pela crítica da época, que não esperava por uma história tão psicológica, tendendo para o gótico, que traz além de uma paixão um tanto quanto proibida, uma pitada de necrofilia.

Ainda bem que as críticas foram insignificantes e O morro dos ventos uivantes que é uma das histórias mais lindas e profundas da literatura inglesa, pode ter seu valor conhecido e se tornou um clássico.

Quem quiser saber mais sobre a vida e a obra de Emily Brontë pode ler aqui.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Jorge Luís Borges

No dia de hoje, em 1899 na cidade de Buenos Aires, nascia aquele que viria a ser um dos precursores do Realismo Fantástico e um dos maiores escritores de todos os tempos, Jorge Luís Borges.

Borges é uma divindade literária, sua obra ultrapassa qualquer expectativa e é obrigatória para todos aqueles que se consideram bons leitores.

Uma de suas frases que mais gosto é a seguinte:

"Há aqueles que não podem imaginar um mundo sem pássaros; há aqueles que não podem imaginar um mundo sem água; ao que me refere, sou incapaz de imaginar um mundo sem livros.”



Uma oração

Minha boca pronunciou e pronunciará, milhares de vezes e nos dois idiomas que me são íntimos, o pai-nosso, mas só em parte o entendo. Hoje de manhã, dia primeiro de julho de 1969, quero tentar uma oração que seja pessoal, não herdada. Sei que se trata de uma tarefa que exige uma sinceridade mais que humana. É evidente, em primeiro lugar, que me está vedado pedir. Pedir que não anoiteçam meus olhos seria loucura; sei de milhares de pessoas que vêem e que não são particularmente felizes, justas ou sábias. O processo do tempo é uma trama de efeitos e causas, de sorte que pedir qualquer mercê, por ínfima que seja, é pedir que se rompa um elo dessa trama de ferro, é pedir que já se tenha rompido. Ninguém merece tal milagre. Não posso suplicar que meus erros me sejam perdoados; o perdão é um ato alheio e só eu posso salvar-me.
O perdão purifica o ofendido, não o ofensor, a quem quase não afeta. A liberdade de meu arbítrio é talvez ilusória, mas posso dar ou sonhar que dou. Posso dar a coragem, que não tenho; posso dar a esperança, que não está em mim; posso ensinar a vontade de aprender o que pouco sei ou entrevejo. Quero ser lembrado menos como poeta que como amigo; que alguém repita uma cadência de Dunbar ou de Frost ou do homem que viu à meia-noite a árvore que sangra, a Cruz, e pense que pela primeira vez a ouviu de meus lábios. O restante não me importa; espero que o esquecimento não demore. Desconhecemos os desígnios do universo, mas sabemos que raciocinar com lucidez e agir com justiça é ajudar esses desígnios, que não nos serão revelados.
Quero morrer completamente; quero morrer com este companheiro, meu corpo.

Retirado do "Elogio da Sombra", Jorge Luís Borges, Editora Globo - Porto Alegre, 2001, pág. 75 (tradução: Carlos Nejar e Alfredo Jacques; revisão da tradução: Maria Carolina de Araújo e Jorge Schwartz).





quarta-feira, 6 de junho de 2012

Adeus, Ray Bradbury...


Estou em choque, no meio da aula de Literatura Brasileira, tirando palavras não sei de onde para comunicar o falecimento de um dos meus escritores preferidos, Ray Bradbury.
Soube há pouco de sua morte, através de outro blog sobre literatura, O Batom de Clarice.

Bradbury me inspirou muito, fez parte da minha adolescência e a partir de sua obra, tive certeza que faria meu TCC sobre Ficção Científica. Ainda estou muito emocionada para escrever mais e receio que se o fizer, meus colegas de classe irão me ver chorando.

O que me consola é saber que bons escritores nunca morrem, permanecem vivos através de suas obras ao longo dos anos, encantando gerações e conquistando uma legião de leitores.

Por hora, transcrevo a nota de falecimento que achei aqui:

Um dos principais autores de ficção científica do mundo, Ray Bradbury, faleceu nesta quarta-feira em Los Angeles aos 91 anos . A família confirmou a morte, mas não informou a causa do falecimento.

Dentre os trabalhos mais famosos de Bradbury, merece destaque Fahrenheit 451, narrativa sobre um futuro em que os livros são objetos proibidos, queimados em praça pública. A obra ganhou uma também famosa adaptação para o cinema pelas mãos de François Truffaut em 1967.

Foi um autor prolífico e de grande vendagem, alcançando a marca estimada de 8 mil livros vendidos. Publicou 11 romances e mais de 400 contos em vida - estes, espalhados em diversas coletâneas.


quarta-feira, 28 de março de 2012

Luto



Hoje, aos 87 anos, morreu o cartunista, escritor, dramaturgo e humorista Millôr Fernandes. A causa da morte foi uma falênia múltipla dos órgãos.

Um dos maiores gênios da intelectualidade brasileira, Millôr deixou uma vasta obra, perpassando por todos os gêneros literários com grande maestria. Um dos destaques em sua obra são os aforismos (máximas ou sentenças que em poucas palavras contém uma regra ou um princípio de grande alcance).

O corpo do escritor será velado a partir das 10h de quinta-feira (29) no cemitério Memorial do Carmo, no bairro do Caju, no Rio. Segundo a assessoria do cemitério, o corpo será cremado no Crematório da Santa Casa.

Conheça a biografia de Millôr Fernandes escrita por ele mesmo:

1924

Nascido Milton Fernandes, no Meyer, em 16 de agosto. Ou em 27 de maio? Ou em 27 de maio do ano anterior? Há desencontros de opinião na família. Na carteira de identidade: 27-05-1924. Meu amigo, Frederico Chateaubriand, sempre repetia, quando se falava que alguém estava "muito moço", isto é, aparentava menos que a idade que tinha: "Idade é a da carteira". Isto é, não adianta ter qualquer esperança contra a cronologia. No meu caso talvez a carteira esteja (um pouquinho) a meu favor.

  1925

Morto meu pai. Nessa idade a orfandade passa impressentida. Mas a família - mãe com quatro filhos - cai de nível imediatamente.

1931

Entrada para a Escola Enes de Sousa, no mesmo Meyer, educandário dirigido por Isabel Mendes, mestra extraordinária que mais tarde receberia a homenagem de ter o colégio batizado com o seu nome. Enes de Sousa, só fui saber quem era muitos anos mais tarde, nas memórias de Pedro Navas. Um abolicionista, se é que isso existe. 
  1934

Morta minha mãe. Sozinho no mundo tive a sensação da injustiça da vida e concluí que Deus em absoluto não existia. Mas o sentimento foi de paz, que durou para sempre, com relação à religião: a paz da descrença. 

1934 a 1937

O período dickensiano, vendo o bife ser posto no prato dos primos, sem que o órfão tivesse direito. A família dispersa, os quatro irmãos cada qual pro seu lado, tentando sobreviver. 

1938

15 de março: início da profissão de jornalista. 

1938 a 1942

Liceu de Artes e Ofícios, onde um dia um professor deteve a massa dos alunos que desciam as enormes escadarias e, no meio de todo mundo, advertiu-me para que eu nunca mais zombasse de um colega. "As pessoas podem perdoar que você bata a sua carteira mas jamais perdoarão isso." Aprendi.

1941

Descubro, aos 17 anos, que não me chamo Milton, mas Millôr. Acho bom, não mudo, e o nome logo 'pega'.

 1943

Começam os anos gloriosos da revista 'O Cruzeiro', que um grupo de meninos levaria dos estagnados 11.000 exemplares tradicionais a 750.000. 

1944

Com tio Viola, chefe da gráfica 'O Cruzeiro', responsável por minha entrada no jornalismo. Viola, nome da família pelo lado italiano, teve recentemente uma possibilidade de glória. Eu vi o Papa João Paulo I dizer na televisão: "Todos os Violas do Brasil são meus primos." Mas morreu logo depois. 

 1946

A vida era bela e não sabíamos. Ou sabíamos? Aqui, Péricles Maranhão, autor da figura mais popular no humor brasileiro de todos os tempos: 'O Amigo da Onça'. Canhestramente faço o 'amigo' da foto. 

1948

Na foto com Walt Disney, no estúdio dele, em Hollywood. Foto cuidadosamente posada. Nessa época eu ainda acreditava que Disney sabia desenhar. Só mais tarde, lendo sua biografia, aprendi que até aquela assinatura bacana com que ele autentica os desenhos é criação da equipe. 

1949

Comecei a programar viagens fora do país. Primeiro em países da América do Sul, depois Estados Unidos. Deixei a Europa pro fim. Ainda era um acontecimento, viajar. 

1950

O sucesso de 'O Cruzeiro' faz os jornalistas virarem notícia. Na redação, entrevista para o rádio, uma espécie de televisão da época, muito melhor, porque sem imagem. 

1951

Viajo bastante pelo Brasil, coisa que sempre gostei de fazer, mas de carro, única forma de sentir as tremendas distâncias. 

1952

Faço questão que o ministro brasileiro me batize nas águas do Rio Jordão, em Israel. Cada um tem o São João Batista que merece. 

1953

Vice-campeão mundial de pesca ao atum na Nova Escócia. Nunca tinha pescado em minha vida e nunca peguei um peixe. Uma longa história que não cabe aqui.

1954

Compramos por Cr$ 2.700 um apartamento no Rio, num lugar mais ou menos distante, chamado Vieira Souto. Quando a granfinada soube, correu atrás de mim e o lugar virou 'status', o metro quadrado mais caro do mundo. Hoje a portaria da minha casa é o centro de prostituição - na sua quase totalidade exercida por travestis - da cidade. E de qualquer maneira a janela do meu apartamento, no quarto andar, é o local ideal para um sociólogo amador. 

1955

Cobertura jornalística de campanha eleitoral. Aí conheci um jovem e engraçado político chamado Jânio e um homem esquisitamente ético chamado Milton Campos. Glória das glórias: ganho o primeiro lugar num concurso de desenhos em Buenos Aires, junto com Steinberg. 

1956

Festival de Cannes, casamento de Grace Kelly. Este acontecimento até hoje rende mentiras por parte de muitos jornalistas. Guardo as minhas para momentos insípidos de conversação.

1957

Primeira exposição de desenhos no Museu de Arte Moderna, naquela época uma sala em baixo do Ministério da Educação. Melhor cenógrafo do ano. Por quê? 

1958

Um ano ou dois antes, não estou certo, nosso grupo implantava o frescobol em Ipanema. Me lembro que antes apareceu uma besteira chamada 'la pelote basque sans fronton'. Eu me auto-proclamei campeão do frescobol do posto 9. Mantive o título por muito tempo: quando alguém jogava melhor do que eu, eu dizia que ele era do posto 8.

1960

Minha peça 'Um elefante no caos' estréia depois de uma briga enorme com a censura, transformada num excelente espetáculo pela genial direção de João Bittencourt. Uma das poucas vezes que um diretor melhorou um trabalho meu.

1961

Exposição de desenhos na Petite Galerie. Viagem ao Egito. Voltamos correndo com a renúncia de Jânio. 

1963

Uma "questão religiosa" me coloca em conflito com a tradicional 'ética' dos 'Diários Associados'. Num discurso público, declaro: me sinto como um navio abandonando os ratos.

1964

Preparando o lançamento de 'O PIF-PAF', quinzenal que, em 1979, o serviço de informações do exército consideraria oficialmente como o início da imprensa alternativa no Brasil. Ainda bem, porque fecharam o jornal no oitavo número e eu fiquei devendo 21.000 cruzeiros. Meu valor na praça, então, era mais ou menos 500 cruzeiros mensais.

1965

"Liberdade, Liberdade", com Flávio Rangel. Um barato no meio do caos. Depois a censura proíbe. Como proíbe também, na íntegra, "Este mundo é meu", com Sérgio Ricardo.

 1966

Cada vez me meto mais, profissionalmente, no teatro. Traduções, adaptações, originais. Representamos, no Largo do Boticário, a versão musical de "Memórias de um Sargento de Milícias", só com atores negros. 

1967

Topo fazer o ator ao lado de Elizeth Cardoso e o Zimbo Trio. Uma experiência inesquecível, que outras ocupações não me deixaram repetir. 

1968

O período efervescente do Pasquim. Parecia até que o país existia e que certa socialização, confundida com uma fugida fraternidade, era possível. 

1970

Sempre viajando pelo Brasil. 

1971

A 'parada' com o sistema engrossa. Quase não publicamos nada inteligível e o teatro fica praticamente impossível.

1972

Volto a me interessar por livros. Lanço ao mesmo tempo "A Verdadeira História do Paraíso" e "Trinta anos de mim mesmo", um resumo de anos de trabalho, numa noite de autógrafos denominada "Noite da Contra-incultura".

1973

Promovido a cidadão mineiro, afinal, pela Câmara de Conceição-de-Mato-Dentro.

1975

Exposição na Graffiti. Fim da censura no 'Pasquim'.

1976
Escrevo "É...".

1977

Na foto eu tenho a rara oportunidade de dar alguns esclarecimentos políticos a Mário Lago. 

1978

Um trabalho muito mais difícil do que podia parecer: a adaptação de "Deus lhe Pague".

1979

Aos poucos, venho descobrindo mais o Rio Grande do Sul, onde só tinha estado há muito tempo. Vou me agauchando. 

1986

Compro o primeiro computador, um XT a vapor, mesmo assim considerado por muitos uma extraordinária peça de ficção científica.

1988

Comemoração de 50 anos de jornalismo. 25 de março, na casa de Técio Lins e Silva e Regina Pimentel.

1996
Com Monique Duvernoy, Fernando Pedreira e Cora Ronai, em Auvers-sur-oise.

1997

Com Cora Ronai e Ocimar Versolato, jantando na casa de Monique Duvernoy e Fernando Pedreira.

2000
Lançamento do saite "Millôr Online", com festa no Copacabana Palace, Rio.


Para saber mais sobre esse grande escritor, acesse o site oficial:


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

200 anos de Charles Dickens


Charles Dickens é um dos maiores escritores de todos os tempos. Nasceu em Portsmouth em 7 de fevereiro de 1812 e faleceu em 9 de junho de 1870 aos 58 anos, deixando uma vasta e importante obra.

 Escritor da era vitoriana (considerado o melhor de sua época), sua obra contribuiu para a introdução da crítica social na literatura de ficção inglesa e se mantém atual, transcendendo seu tempo, língua e cultura, tornando-se verdadeiro clássico da arte mundial.

Essa data especial será comemorada com exposições e eventos pelo mundo inteiro e há um site oficial dos 200 anos de Dickens, o Dickens 2012.

O Google também aproveitou para fazer uma homenagem com mais uma de suas belas artes:

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Mark Twain ganha doodle

Pela manhã entrei no Google e me deparei com um doodle (logos comemorativos do site) super meigo, na hora em que vislumbrei os meninos na cerca, pensei comigo "Puxa, isso é tão Tom Sawyer!", e não é que é tão Tom Sawyer mesmo?!

Hoje é o aniversário de 176 anos de Samuel Longhorne Clemens, mais conhecido sob seu pseudônimo Mark Twain.

O doodle, Tom e Huck pintando a cerca

Twain foi um brilhante escritor norte-americano e é mundialmente conhecido pelos livros: As aventuras de Tom Sawyer, Aventuras de Huckleberry Finn e O Príncipe e o Mendigo. Além disso, influenciou toda a geração de autores que vieram após a publicação de suas obras, e continua influenciando e encantando escritores e leitores até os dias de hoje.

Se você ainda não conhece a obra de Twain, recomendo dar uma olhada no catálogo da editora L&PM, que possui todos os títulos citados nesse post com bons preços e ótimas traduções.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Luis Fernando Veríssimo no programa do Jô

O grande mestre do humor brasileiro esteve no programa do Jô da última segunda-feira. Luis Fernando Veríssimo não costuma dar muitas entrevistas e participar de programas de televisão, por isso esta é uma grande oportunidade de assistir a um momento raro e de extremo deleito para os amantes da literatura brasileira e desse gênio.



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Filme: O Corvo (The Raven)

Baseado no poema O Corvo de Edgar Allan Poe e com direção de James McTeigue (V de Vingança) e roteiro de Hannah Shakespeare (Ghost Whisperer) e Ben Livingston, o filme homônimo deverá chegar aos cinemas no primeiro semestre de 2012.

Em O Corvo (The Raven), Edgar Allan Poe, interpretado por John Cusack, persegue um assassino que sequestrou sua esposa (Alice Eve) e usa suas obras como inspiração para os crimes.

"A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,

Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.

Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,

E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -

Eu o disse, o nome dela, e o eco disse os meus ais,

Isto só e nada mais."

(Excerto do poema O Corvo, traduzido por Fernando Pessoa)

Até a próxima!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Viagem Literária com Flávia Muniz

O Governo do Estado de São Paulo e a Secretaria de Estado da Cultura realizam há quatro anos um projeto chamado Viagem Literária.

O programa Viagem Literária leva escritores consagrados de vários segmentos da literatura a cidades do estado de São Paulo, onde realizam palestras gratuitas.

Nesse mês de setembro o tema escolhido foi Literatura Infantojuvenil e o programa contou com alguns escritores do segmento como a Flávia Muniz e Flávio de Souza, criador do Castelo Rá-Tim-Bum. Autores como André Vianco e Leandro Narloch também palestraram em algumas cidades, apesar de não escreverem diretamente para o público alvo.
Assisti à palestra da Flávia Muniz em Boituva, tirei algumas fotos e pedi um autógrafo para o livro de um amigo. Flávia, além de boa escritora é super simpática e com suas histórias, a rodada de perguntas e respostas e o sorteio de livros, conseguiu atrair toda a atenção da molecada endiabrada presente no evento!
Só acho que a Biblioteca Municipal de Boituva não possui estrutura para realizar eventos com um grande número de convidados. Muitos professores ficaram em pé e vários alunos no chão por falta de cadeiras. Além disso, a palestra só foi divulgada nas escolas (que enviaram uma ou duas salas) e no site da cidade, de modo que a maioria da população desconhecia a palestra.

Confira a resenha de Os Noturnos, o livro mais famoso da autora, no meu último post ou clique aqui.

Os Noturnos, Flávia Muniz

Flávia Muniz é natural de Franca, graduada em Pedagogia escreve para crianças e adolescentes há vinte anos.

Os Noturnos é seu livro mais famoso, sendo classificado como a quarta obra mais lida pela revista Vejinha/SP.

Em Os Noturnos, conhecemos André, um garoto de treze anos apaixonado por mistérios e coisas sobrenaturais.

Próximo a sua casa, existe um parque habitado por vampiros liderados por Hiram, o príncipe do clã. Hiram é apaixonado por Ana Paula (irmã de André) e possui uma rixa com Luke, que é um vampiro rebelde de seu clã.

André realiza um ritual de chamamento retirado de O Livro Proibido dos Vampiros. Assim os vampiros descobrem sua existência e o menino passa por algumas provas até se tornar guardião de Hiram, que é quem lhe explica o motivo da curiosidade que sentia pelo sobrenatural.

Flávia Muniz escreve de maneira direta e envolvente, além de abordar temas que geralmente não encontramos em obras destinadas ao público juvenil, como assassinato, sexo (essa parte é bem descrita, não dê para seu filho de oito anos ler) e suicídio.

Apesar disso, acho que a escritora pecou em alguns capítulos, já que alguns são desnecessários. Algumas passagens não ficam bem explicadas na obra, como por exemplo, a reação da família da personagem que morre, a carreira de André como guardião e o que ocorre com Hiram depois de sua sentença. Gostaria que a Flávia escrevesse uma continuação do livro e explicasse melhor o que passou batido em Os Noturnos.

Até a próxima!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Amor de Perdição, Camilo Castelo Branco

Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco (1825-1890) foi romancista português, além de dramaturgo, poeta, historiador, tradutor, cronista e crítico.

Teve uma vida boêmia, até se apaixonar por Ana Plácido, uma mulher casada que também se apaixonou pelo autor. Na velhice, Castelo Branco perdeu a visão e se matou em 1890. Amor de Perdição foi escrito em 1862, Camilo se inspirou em uma história de família e o livro se tornou um marco do romantismo português.

O livro conta a história de dois jovens que vivem um amor impossível. Simão, o protagonista vive uma vida boêmia até se apaixonar por Tereza, sua vizinha. A moça corresponde aos sentimentos e os dois passam a viver uma paixão devastadora e impossível, uma vez que as famílias a que ambos pertencem são rivais.

Nas tentativas de se aproximarem acabam se afastando ainda mais. Tereza acaba em um convento e Simão na prisão.

Antes de ir para a prisão, o protagonista conhece João da Cruz e sua filha Mariana, e recebe muita ajuda dos dois. Mariana se apaixona por Simão, que por sua vez, ama Tereza. E assim, forma-se o triângulo amoroso da obra.

O final de Amor de Perdição é trágico e emocionante à sua maneira.

Sei que é um clássico da Literatura Portuguesa e não quero desmerecer isso, mas não gostei da leitura e não pelo fato da escrita, já que o livro é muito bem escrito e vale a pena ser lido justamente por isso, por ter uma narrativa fluída e bem construída.

O que me levou a não gostar da obra como um todo, é que não vi nada de inédito nela! Lembrei o tempo todo do mito Píramo e Tisbe, de Romeu e Julieta e de Os sofrimentos do Jovem Werther. Parece que Camilo jogou essas três histórias num caldeirão e misturou com a antiga história de sua família.

Não penso em lê-lo novamente.

Até a próxima!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Jim Davis e Garfield

Nascido em 28 de julho de 1945, James Robert Davis, sob o pseudônimo de Jim Davis, conquistou o mundo com Garfield, um gato gordinho, preguiçoso e amante de lasanha.
Segundo a Wikipédia, Garfield é lido atualmente em 2.570 jornais do mundo todo!
E para comemorar, uma tirinha!
A L&PM editores tem vários livros do gatinho, para conhecer clique aqui.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O mundo de Dickens

Sonhos de Dickens, de Robert W. Buss
No quadro de Robert Buss, Dickens é ilustrado ao lado de seus personagens. É uma das obras expostas no Museu Casa de Charles Dickens, em Londres, onde o escritor morou entre 1837 e 1839.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O poeta do Amazonas

O poeta amazonense Thiago de Mello, estudou em Manaus e foi para o Rio de Janeiro estudar medicina, depois de cinco anos de estudo, decidiu trocar a ciência pela poesia.
Segundo a revista Discutindo Literatura nº 10, o poeta chegou a mostrar seus poemas a Drummond que o alertou sobre os riscos de abandonar os estudos para se dedicar a carreira literária. Em seguida, Thiago conheceu Manuel Bandeira que recomendou a publicação de um de seus poemas no caderno literário jornal Correio da Manhã. Silêncio e palavra, o primeiro livro do autor, foi publicado em 1951.
Thiago foi preso durante a ditadura militar, exilou-se no Chile e se tornou amigo de ninguém mais do que Pablo Neruda. Quando retornou ao Brasil passou a residir no Amazonas. Quando indagado sobre o motivo de viver no meio da floresta, respondeu que ali escreve, estuda e aprende diariamente com as estrelas, a água, o vento e os pássaros.
Em 1998, o escritor ganhou o Prêmio Jabuti com o livro De uma vez por todas, publicado pela Bertrand Brasil. Dois anos depois Thiago recebeu o prêmio novamente, com a obra Campo de Milagres, também publicado pela Bertrand Brasil. Atualmente, é um dos poetas mais influentes do país e é conhecido como ícone da literatura regional.
*Redigi o texto com base em informações retiradas da revista Discutindo Literatura nº10, e da Wikipédia.
Agora, um pequeno poema do autor, retirado do livro Silêncio e Palavra, para despertar o apetite literário!

Rumo
Somente sou quando em verso.
Minhas faces mais diversas
são labirintos antigos
que se confundem e perdem.

Meu pensamento perfura
muros de nada, à procura
do que não fui nem serei

Antes a carne fêmea e branca
meu corpo se recompõe
ofertando o que não sou.

Meu caminhar e meus gestos
mal e apenas anunciam
minha ainda permanência.

Para chegar até onde
não me presumo, mas sou
sigo em forma de palavra.